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Informação aos Pais

A magia literária

No livro de Literatura Infantil de Fanny Abramovich é salientada a importância das histórias contadas pelos pais, avós, professores, no que diz respeito a formação de qualquer criança.

É através das histórias que as crianças se descobrem e descobrem tudo que as cerca. Tudo que você imagina no mundo em que vivemos podemos encontrar no relato de uma história. Ela é ampla e abrangente.

Dentro de nós conseguimos descobrir, através da magia literária, as mais variadas emoções que podemos sentir.

A riqueza de vocabulário se transforma em sabedoria e encanto dentro das cabecinhas das crianças.
Daí a minha meta em trabalhar o incentivo nas pessoas que lidam com crianças, para que obtenham o hábito de contar histórias com frequência.

Fanny Abramovich (1) evidencia essa diferenciação quando diz que:
“Ah! Como é importante para a formação de qualquer criança ouvir muitas, muitas histórias... escutá-las é o início da aprendizagem para ser um leitor, e ser um leitor é ter um caminho absolutamente infinito de descoberta e de compreensão do mundo...”

Desde muito pequeninas, as crianças gostam da magia que as histórias infantis carregam.

Podemos observar a felicidade em seus semblantes, os olhinhos brilhando atentos ao dizermos que vamos contar uma história. Isto demonstra que o prazer, a expectativa, a alegria e o medo são sentimentos que, misturados, transformam aquele momento em crescimento de vida.

E é este o momento mais importante desse processo de aprendizagem – a interpretação que a criança passa a ter de sua realidade sobre o mundo.

Seu desenvolvimento enquanto pessoa crítica, ativa e consciente, começa a ser estimulado quando ela, através do uso de sua imaginação, passa também a ser agente transformadora do mundo em que ela vive, mesmo com colocações consideradas “bobinhas” ou “inocentes”, a criança começa a se manifestar, expressando as suas ideias. E nessa hora ela deve ser ouvida com atenção, estimulada e orientada com carinho e muito respeito.

O encanto do desabrochar das mentes infantis, o imaginário inocente que nos toca o coração, o progresso no desenvolvimento de expressão, a inibição dando lugar a linguagem falada, a transferência da aprendizagem nas diversas áreas, a criatividade presente nas atividades fazem parte de todo um processo de desenvolvimento interdisciplinar que acontece através da fantasia dos contos.

O lamentável é que uma parcela muito grande dos adultos, sejam eles pais, educadores ou responsáveis pela formação da criança, não percebam ou não deem importância a essa etapa do aprendizado humano, relegando-a, por não acreditarem que a literatura infantil possa estimular uma criança nas diversas áreas da aprendizagem como na sua inteligência, na sua formação moral, no seu senso crítico, nos seus valores e na sua ética fora dos padrões tradicionais que temos na Educação.

O trabalho feito pela professora da Educação Infantil deverá ter como meta transformar e desenvolver a criança para a realidade do mundo. Este problema é um desafio não só para os profissionais que lá trabalham, mas também para os pais e os responsáveis que lidam diariamente com a criança.

Abramovich, Fanny, Literatura Infantil, p. 16


A literatura como ponte para a educação

Desde os primeiros anos, a criança deve ter contato com os livros. É importante haver a conscientização dos pais, responsáveis e professores sobre o valor deste contato feito pelos pequeninos. Os livros são umas das mais preciosas fontes de saber que gera a educação social, psicológica e moral dentre as muitas áreas as quais ele abrange. Qualquer que seja a leitura infantil é válida, uma vez bem escolhida para a faixa etária a qual será destinada. Aos poucos, o acúmulo de informações trazidas pelos conhecimentos transmitidos com a literatura e suas ilustrações ricas em encantamentos preparam a criança para a vida.

Quando as crianças alcançam o fundamental, o(a) professor(a) já tem maiores chances em trabalhar uma literatura mais elaborada, que exija maiores detalhes de atenção. É o momento de resgatar os bons textos fazendo com eles uma leitura diária, que pode ser em capítulos, quando o objetivo do professor é trabalhar a sequência da história, a continuidade e a atenção. Ou uma poesia, que incentive as crianças a se interessarem com este tipo de texto, se encantando com sua sonoridade e acostumando seus ouvidos a receber textos de variados tipos, porém de alto valor literário.

A literatura proporciona o desenvolvimento de todo um processo educativo. A partir de uma história, um poema ou um conto o professor pode desenvolver projetos que podem e devem permear interdisciplinarmente o tema que está sendo estudado.

Quando o professor trabalha a leitura e a escrita com seus alunos, ele deve ter como objetivo levá-los a dominarem o código escrito com compreensão de modo que tudo que ele leia, compreenda como se fosse dito oralmente e também escreva de maneira compreensível para todos.

O pensamento lógico, a criatividade, a maneira correta de falar, o aumento do vocabulário, o modo de se expressar, tudo isso faz parte de um pacote educativo oferecido pelo contato com a literatura.

“A literatura para crianças tem que obedecer às diferentes fases do desenvolvimento intelectual...” CARVALHO, Bárbara Vasconcelos (1960: p.152). Podemos classificar em três as fases de interesse da leitura dos pequeninos: a egocêntrica, a racional, e a do realismo. A fase egocêntrica também chamada de fabulação vai dos 4 aos 7 anos de idade, quando a criança trabalha seu imaginário. Neste período a faculdade representativa supera o pensamento crítico. Tudo em torno do extraordinário lhe é encantador. Os espaços físicos que não existem no mapa, os personagens muito pequenos, os gigantes, os fazedores de coisas não comuns, as mudanças bruscas de comportamento, aliado ao drama no qual o personagem sofra até conseguir o desejado lhe é fascinante, deixando a criança com um prazer indescritível.

A segunda fase, dos 8 aos 11 anos, é a fase da ação, da socialização, do racionalismo, embora os prazeres dos contos maravilhosos tenham sempre um lugar reservado na preferência destas crianças. Esta fase é de transição entre a infância e a adolescência portanto uma fase de inquietação. Os contos de aventuras, viagens heróicas e peripécias mirabolantes são leituras que as fascinam.

Dos 12 aos 15 anos estão os novos adolescentes vivendo a terceira fase da preferência literária. É a fase do realismo, do drama sentimental. Os textos de José de Alencar, Taunay, Joaquim Manuel de Macedo e traduções de gênero romântico são as preferências destes jovens leitores. As características desta fase fazem parte da adaptação destes novos leitores ao acesso à literatura infantil e infanto-juvenil levando-os ao prazer da boa literatura.

Muito importante é a influência que vem do contador de histórias, por sua força ao ser veículo de transmissão do autor, sua maneira de expressar-se, sua linguagem, sua emoção, seu realismo, sua ação, que mesmo devendo ser simples, deve também ser poética e elevada.

O educador, estando a par das evoluções da criança dentro de sua faixa etária, certamente, terá maior facilidade em fazer uma escolha literária mais adequada para seus alunos de modo que eles possam, com maior interesse, chegar a resultados positivos na aprendizagem.

A ponte que liga a literatura à educação tem uma riqueza de conhecimentos a serem adquiridos. Em todas as áreas podemos penetrar através da literatura bastando que, como professores, saibamos escolher o que lhes é propício. É proposto, através da literatura infantil, o desenvolvimento das estruturas específicas nas diversas áreas do conhecimento proporcionando à criança momentos de experiências cognitivas e de relacionamento social. Com ênfase na fantasia literária, o educador pode buscar o incentivo em novas técnicas de ensino que facilitem à aprendizagem, ao desenvolvimento crítico e social, à criatividade em todo o processo interdisciplinar que deve acontecer nas escolas atuais.

“Ah, como é importante para a formação de qualquer criança ouvir muitas e muitas histórias... Escutá-las é o início da aprendizagem para ser um leitor, e ser leitor é ter um caminho absolutamente infinito de descobertas e compreensão do mundo...”

ABRAMOVICH, Fanny (1983: p.16 ).

É aí o momento mais importante desse processo de aprendizagem - a interpretação que a criança passa a ter da sua realidade sobre o mundo. Seu desenvolvimento enquanto pessoa crítica, ativa e consciente começa a ser estimulado quando ela, através da literatura e do uso da sua imaginação, torna-se agente transformador do mundo em que vive, manifestando e expressando suas próprias ideias.
Vera Lúcia Seléto
 
 
Uma questão de ética...

Qualquer texto pode auxiliar em trabalhos universitários ou pode ser usado como material de apoio, mas nunca deve ser copiado. Se ele ou parte dele for usado para qualquer trabalho é fundamental colocar os devidos créditos para quem o escreveu.


Proporcionando um desenvolvimento harmônico e saudável nas crianças...

Os primeiros anos de vida de uma criança, com faixa etária de 0 a 6 anos de idade, são os mais importantes para o desenvolvimento global do indivíduo. Pais e educadores devem estar atentos e terem em mente sobre a importância dos detalhes nos diferentes aspectos desta fase.

Cuidados básicos são essenciais e têm que ser monitorados com frequência. A alimentação, a higiene, o carinho ao lidar com a criança, o respeito no momento do repouso, o estímulo às atividades físicas, o estímulo aos sentidos (visão, audição, olfato, paladar e o tato), o brincar, enfim as atividades que envolvem esse grupo de necessidades na primeira infância são nutrientes necessários para o bom desenvolvimento da saúde corporal, intelectual e motora da criança.

É importante a visita mensal ao pediatra para que haja uma avaliação médica seguida de uma orientação correta que leve seu filho a ter uma vida saudável. Por isso as orientações do médico quanto à saúde e quanto à alimentação são imprescindíveis a serem seguidas.

As atividades oferecidas no maternal e nos demais anos da pré-escola somadas aos estímulos citados no segundo parágrafo levarão seu filho a ter um desenvolvimento bastante satisfatório, mostrando, futuramente, um resultado positivo quanto aos hábitos bem formados, quanto ao desenvolvimento cognitivo e quanto à formação de um ser capaz em lidar, mais facilmente, com as diversidades do mundo que o cerca.

Caminhando paralelamente, sabemos que o ambiente familiar também é determinante para a educação. E uma das melhores maneiras de educarmos uma criança é através de bons exemplos. A convivência harmoniosa do lar transmite segurança e, nas conversas e atitudes, a verdade deve sempre estar presente.

E o encantamento? Como fica? – Você deve estar perguntando.

É certo que a fantasia e a realidade se misturam, quando a criança ainda está na primeira infância. Mas, com a vivência no seu dia a dia, as experiências adquiridas mostrarão, aos poucos, a diferença entre ficção e realidade. Aliado a este fato, o desenvolvimento tecnológico avança a cada dia, dando oportunidade à criança de hoje perceber com mais rapidez essa diferença entre a verdade de um fato real e a verdade de um conto de fadas, de uma história de encantamento. Podemos citar os filmes infantis. A criança, rica ou pobre, desde o berço, geralmente, convive com uma televisão, onde os filmes infantis têm uma boa parcela de responsabilidade por aguçar o raciocínio e a perspicácia desse menor, garantindo um desenvolvimento mental mais rápido unido a um vocabulário, muitas vezes, mais sofisticado, não comum para sua faixa etária.

Diante deste fato real, não podemos deixar de trabalhar nossos filhos e/ou alunos, desde pequeninos, as questões relativas à formação dos valores, aos princípios da ética, aos limites, ao respeito ao próximo, ao acolhimento às diferenças, ajudando-os a crescer como pessoas de bem que saibam discernir o bom e o ruim para que um dia eles prossigam, nesta mesma linha, a educação de seus filhos.

O objetivo dessas palavras é oferecer apoio às famílias e aos educadores passando algumas dicas colhidas das experiências vividas por mim como mãe, orientadora e coordenadora pedagógica e também como professora durante muitos anos.

A verdade é que uma vez que escolhemos viver ao lado de crianças, devemos procurar sempre ler, nos atualizar, nos aperfeiçoar, de modo que aceitemos a necessidade de nos conhecer melhor para melhor entendermos o complexo mundo da criança.

Portanto, cabe a nós – Mãe, Pai e Educadores – a responsabilidade pelo pleno desenvolvimento das capacidades globais das crianças que estejam em nossas mãos, oportunizando cada uma delas a crescer dentro das suas potencialidades individuais e sociais.

Vera Seleto
 

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