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Informação aos Professores



COMPAREÇA DIA 31 DE OUTUBRO ÀS 19 HS
NA RUA ITÁLIA, 477, EM FRENTE A BIBLIOTECA PÚBLICA DE VALINHOS.
HAVERÁ LANÇAMENTO DO LIVRO "LETRA VIVA - VEM QUE TE CONTO UMA HISTÓRIA" DA EDITORA ADONIS E ENCERRAMENTO DO PROJETO "ONDE MORAM OS LIVROS".


A magia literária

No livro de Literatura Infantil de Fanny Abramovich é salientada a importância das histórias contadas pelos pais, avós, professores, no que diz respeito a formação de qualquer criança.

É através das histórias que as crianças se descobrem e descobrem tudo que as cerca. Tudo que você imagina no mundo em que vivemos podemos encontrar no relato de uma história. Ela é ampla e abrangente.

Dentro de nós conseguimos descobrir, através da magia literária, as mais variadas emoções que podemos sentir.

A riqueza de vocabulário se transforma em sabedoria e encanto dentro das cabecinhas das crianças.
Daí a minha meta em trabalhar o incentivo nas pessoas que lidam com crianças, para que obtenham o hábito de contar histórias com frequência.

Fanny Abramovich (1) evidencia essa diferenciação quando diz que:
“Ah! Como é importante para a formação de qualquer criança ouvir muitas, muitas histórias... escutá-las é o início da aprendizagem para ser um leitor, e ser um leitor é ter um caminho absolutamente infinito de descoberta e de compreensão do mundo...”

Desde muito pequeninas, as crianças gostam da magia que as histórias infantis carregam.

Podemos observar a felicidade em seus semblantes, os olhinhos brilhando atentos ao dizermos que vamos contar uma história. Isto demonstra que o prazer, a expectativa, a alegria e o medo são sentimentos que, misturados, transformam aquele momento em crescimento de vida.

E é este o momento mais importante desse processo de aprendizagem – a interpretação que a criança passa a ter de sua realidade sobre o mundo.

Seu desenvolvimento enquanto pessoa crítica, ativa e consciente, começa a ser estimulado quando ela, através do uso de sua imaginação, passa também a ser agente transformadora do mundo em que ela vive, mesmo com colocações consideradas “bobinhas” ou “inocentes”, a criança começa a se manifestar, expressando as suas ideias. E nessa hora ela deve ser ouvida com atenção, estimulada e orientada com carinho e muito respeito.

O encanto do desabrochar das mentes infantis, o imaginário inocente que nos toca o coração, o progresso no desenvolvimento de expressão, a inibição dando lugar a linguagem falada, a transferência da aprendizagem nas diversas áreas, a criatividade presente nas atividades fazem parte de todo um processo de desenvolvimento interdisciplinar que acontece através da fantasia dos contos.

O lamentável é que uma parcela muito grande dos adultos, sejam eles pais, educadores ou responsáveis pela formação da criança, não percebam ou não deem importância a essa etapa do aprendizado humano, relegando-a, por não acreditarem que a literatura infantil possa estimular uma criança nas diversas áreas da aprendizagem como na sua inteligência, na sua formação moral, no seu senso crítico, nos seus valores e na sua ética fora dos padrões tradicionais que temos na Educação.

O trabalho feito pela professora da Educação Infantil deverá ter como meta transformar e desenvolver a criança para a realidade do mundo. Este problema é um desafio não só para os profissionais que lá trabalham, mas também para os pais e os responsáveis que lidam diariamente com a criança.

Abramovich, Fanny, Literatura Infantil, p. 16


A sala de aula
A sala de aula é um espaço mágico onde os educadores devem conhecer o seu verdadeiro sentido.  Parece simples, mas em se tratando de ensino-aprendizagem, “tudo” começa na sala de aula, deixando seus personagens ou em estado de comunhão ou perdidamente desorientados.

Para que o educador faça uso correto deste ambiente, não basta ter conteúdos formais inesgotáveis, mas sim é necessário que sua sensibilidade esteja voltada para o ser humano, que suas atitudes sejam densas de sentido e suas experiências vivas e atualizadas.

Lá é um lugar onde a educação acontece, onde pessoas trocam seus saberes, suas vivências, onde acontece a transmissão de sentimentos até através de uma simples troca de olhar ou de uma simples expressão facial.

Quando se diz que educar é levar alguém de um lugar para o outro, podemos também interpretar que o professor e os alunos fazem papéis de interlocutores com informações enriquecedoras de ambas as partes, onde a aprendizagem nunca termina. O processo de aprendizagem, por ser troca de saberes, é infinito, portanto de infindáveis perspectivas.

Se a didática aplicada não for compatível à maneira de ser do aluno, ele não terá uma aprendizagem satisfatória, ficando com deficiências que o prejudicará logo a seguir.

O importante, antes de colocar o conteúdo, é conhecermos cada aluno da classe, para que seja aplicado ao grupo a maneira mais adequada de ensinar. Por isso o trabalho do professor é de extrema habilidade. São muitos alunos numa sala de aula, muitas são as diferenças. Como fazer?

Para que o professor tenha o domínio de sua classe, para que o resultado final seja positivo para o aluno, é necessário que o profissional da educação tenha conhecimento de um ponto muito importante que o ajudará a detectar as dificuldades e as diferenças de seus alunos. É a pedagogia do Trabalho Diversificado. Ao trabalhar diversificadamente com sua classe, o professor poderá observar com maior facilidade as deficiências de cada aluno podendo agir mais rapidamente e com maior eficiência e sutileza, diretamente, na necessidade mais premente da criança.

O Trabalho Diversificado pode ser realizado em grupo ou individualmente, no grupo. Para ser bem aplicado, requer do professor alguma experiência, não só teórica, mas uma prática adquirida através de estágios com aplicação orientada por profissionais habilitados e experientes. O professor deve saber manejar as diferentes dificuldades que poderão surgir num mesmo momento em que a classe estiver dividida diversificadamente. Seja, simplesmente, na hora da divisão dos alunos em grupos ou seja no controle do burburinho que provoca a simples troca de alunos entre as mesas ou no momento em que os alunos o solicitem nas mesas ou quando houver algum tipo de alteração de comportamento entre as crianças.

Dirigir bem um Trabalho Diversificado em uma classe garante grandes benefícios para uma turma levando atendimento individualizado para todos, especialmente,  para os que mais precisam pois cada um tem um ritmo próprio de desenvolvimento e, consequentemente, de aprendizagem que deve ser considerado e respeitado.

Os alunos apresentam interesses e motivações variadas, para isto o trabalho diversificado também dá oportunidade para que eles tenham independência e autonomia nas suas atitudes e aprendizagens, atendendo assim as diferenças individuais em seus vários aspectos.

O grupo deve ser trocado sempre que a professora observar necessidade em fazê-lo. Isto para que todos da classe possam interagir com seus pares. Esses grupos devem ser mesclados tanto no ponto de vista dos saberes quanto no ponto de vista disciplinar. Um aluno pode ajudar ao seu companheiro e incentivá-lo no cumprimento de determinada tarefa como também pode “prejudicá-lo” com uma “ajuda” demasiada sem deixar que ele pense e resolva a questão em pauta. Ou, numa outra situação, colegas que não dão oportunidade a determinado companheiro de se colocar, podendo chegar ao extremo de excluí-lo do grupo.

Outro ponto a ser observado é a composição dos grupos de alunos. O professor não deve colocar no mesmo grupo de alunos, crianças que tenham as mesmas dificuldades, nem formar grupos em que as crianças tenham os mesmos perfis de comportamento, pois assim o professor poderá comprometer o desenvolvimento global de sua classe, propiciando grandes diferenças entre seus alunos, levando-os a problemas indisciplinares.

Todas essas dificuldades citadas ficam bem mais fáceis de serem percebidas quando trabalhamos diversificadamente, pois em pequenos grupos podemos melhor observar as diferenças entre os alunos, os problemas que causam as divergências nas decisões dos grupos, a incompatibilidade de gênio entre as crianças, as dificuldades na aprendizagem visual, auditiva, olfativa, tátil, motora e psicomotora e na escolaridade: dicção, leitura, escrita e ortografia.

A diversidade favorecerá a troca de experiências e o crescimento de cada um, nos seus diferentes níveis de aprendizagens.


“As crianças são o resultado de suas experiências e da troca com o outro.”  Vygotsky

Pense nisto, professor!

Vera Lúcia Seléto

Site:
www.veraseleto.com.br.

Telefones p/contato:
(19) 9746-2174

E-mail:
sarette@uol.com.br
Favor acusar recebimento. Grata.

Americana, primeiro semestre de 2012
Atenciosamente, Vera Lúcia Seleto

Telefone: (19) 99746.2174
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